E o canal de TV infantil Nickelodeon (aqui no Brasil apenas em TV por asssinatura), fez um redesign completo de sua identidade visual, a começar pelo seu próprio logo.
Mas a mudança foi geral, veja abaixo outros logos secundários:
E o Andy de Toy Story, além de ficar mais velho está com nítidas melhoras em sua forma 3D, mas achei interessante que apesar dessas melhorias, a turma da Disney - Pixar manteve bastante o estilo do primeiro filme onde os 3Ds eram bem mais simples, especialmente nas formas humanas.
Veja o trailer Andy's Choice (A escolha de Andy) no io9.
No meu post de quinta, falei sobre o cartaz meio sessentista do novo filme de Michael Moore. Por isso, hoje resolvi falar sobre Saul Bass, designer gráfico responsável por grandes cartazes dessa época e que claramente foi referência para o cartaz de Moore.
Saul Bass (Nova Iorque, 8 de maio de 1920 — Los Angeles, 25 de Abril de 1996) foi um designer gráfico e cineasta, mais conhecido por seu trabalho de design gráfico no cinema e abertura de filmes, pelo qual é considerando por muitos como um paradigma dessa atividade. Durante sua carreira, ele trabalhanou com alguns dos maiores de Hollywood, entre eles Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Stanley Kubrick e Martin Scorsese. Talvez sua abertura mais conhecida seja os créditos iniciais em animação de papel recortado de um viciado em heroína do filme, dirigido por Otto Preminger, The Man with the Golden Arm.
Veja os créditos iniciais e título de "The Man with the Golden Arm" criado por Bass, no vídeo abaixo.
Impressionante como ele continua influenciando muita gente até hoje.
As vinhetas que brincam com a logo da MTV Austrália, feitas pela agência Umeric. Ao todo são quatro motivos para os designs: agressividade, calma, orgânico e vivamente.
Cartazes ilustrados a mão como os de Drew Struzan (que falei na segunda-feira) são raros hoje em dia, porém parece que a equipe de marketing de Inglorious Basterds chegou a pedir um cartaz (que você vê abaixo) neste estilo mas não chegou a divulgá-lo.
Cartaz ilustrado por James Goodrige
Foi feito pelo ilustrador James Goodrige. Apesar de achar o cartaz excelente, ele ficou muito diferente da campanha atual (que é muito bem produzida, mas nem tão criativa).
Cartaz da campanha atual
Espero que mais cartazes como o de Goodrige sejam não apenas feitos mas realmente utilizados nas campanhas.
Já que estamos numa invasão dos anos 80 nos cinemas, segue alguns cartazes de um dos mais importantes artistas desta época. O estadunidense Drew Struzan ilustrou para vários filmes famosos, assim como fez Benicio para nosso cinema.
De Volta para o Futuro (trilogia)
Um Príncipe em Nova Iorque
O Milagre Veio do Espaço
Os Goonies
E.T. O Extra-terrestre
Struzan também criou alguns cartazes recentes, mas se aposentou a pouco tempo.
Em campanha para a estréia de Os Simpsons em Angola, a famosa família aparecerá com traços negros mas somente na vinheta de abertura. Esta é uma inciativa para a série ter maior aceitação naquele país.
Gosto muito quando as "marcas" se adequam as realidades locais.
Já falei aqui sobre um ótimo site para assistir aberturas de filmes, mas se você quer se atentar apenas para o título deles o Movie Title Stills Collection é uma boa dica. Tudo bem organizado por décadas, o site é uma viagem na tipografia do cinema.
A Antrepo4, movida pelo sucesso da primeira série de cartazes alternativos, deu continuação à saga. Eles mantiveram o mesmo design, porém ao invés de destacar as marcas presentes nos filmes, agora eles dão ênfase aos organismos cibernéticos que lá aparecem. Olhando o cartaz você pode lembrar que em "O Exterminador do Futuro: A Salvação" estão o T-600, T-700, Hydrobot e HK-Tank, ou que em Wall-E você vê Burn-E, D-Fia e Supply-R entre outros.
A idéia é boa, mas os primeiros ficaram mais interessantes, talvez eles pudessem ter mudado o design. Os cartazes estarão em breve disponíveis para compra na Antreposhop.com, provavelmente com número de série e assinados a mão.
Imagine um filme com uma história que se passa em 1950. As fontes (tipos de letras) que aparecem teriam que ter sido criadas até esta data certo? Bom, isso nem sempre acontece e o estadounidense Mark Simon escreveu um excelente artigo sobre este tema, mostrando os filmes que fizeram um bom ou um mau uso da tipografia de época.
Um exemplo seria o filme Chocolat (2000, Miramax) "que se passa numa pequena cidade provinciana da França, em meados dos anos 50. Lá pela metade do filme, o prefeito da cidade distribui notificações proibindo qualquer um de comer qualquer coisa além de pão e chá fraco durante a Quaresma (o que, é claro, coincide com a abertura da nova chocolateria). Quase ri quando mostraram um close da notícia. A manchete estava escrita em ITC Benguiat, um tipo lançado em 1978 e muito popular nos anos 80."
E em Dead Men Don't Wear Plaid (1982, Universal Pictures) que se passa na década de 40, "uma cuidadosa atenção foi reservada aos detalhes. Contrataram inclusive a veterana designer de moda de Hollywood, Edith head (trabalho pelo qual ela ganhou um Oscar depois) e criaram cenários e iluminação para mesclar a métrica existente dos filmes clássicos. O filme recebeu vários elogios por essa atenção aos detalhes, mas com certeza ninguém mencionou o uso da Blippo, um tipo pop-art dos anos 70, no panfleto do cruzeiro."
O artigo original (em inglês) contém outros exemplos muito interessantes. Se você não é familiarizado com o idioma, leia traduzido no site ww.grito.com.br.
E em Los Angeles, o pessoal do site CineFile Video resolveu juntar o Cinema e o Rock and Roll em forma de camisetas. Eles uniram diretores famosos das telonas com logotipos de bandas de Rock. O resultado você pode ver abaixo.
Brasilcine é um festival anual que ocorre na Suécia e visa divulgar a diversidade da cultura brasileira através de uma mostra cinematográfica. O estadounidense Erik Jonsson foi um dos responsáveis pela atual identidade visual do projeto (criada em 2008). O legal é que ele, desde o começo, tentou fugir dos esteriótipos da cultura brasileira. Eu achei que conseguiu.
O vídeo abaixo mostra a evolução das logos do Batman em todas as formas (quadrinhos, vídeo-game, desenhos animados, séries e filmes). E como o pessoal da Draw! falou, assista o vídeo mas ignore a música.
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